Em dezembro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia leva às ruas a campanha Dezembro Laranja, com o mote “Cuide dos Sinais”. Vale entender por que essa campanha existe.
O câncer de pele não melanoma é o tipo mais frequente no Brasil. As estimativas do INCA para o triênio 2026–2028 apontam 263,2 mil novos casos por ano — e, para o melanoma, o tipo menos comum e mais perigoso, cerca de 9,3 mil casos anuais. Um dado ajuda a explicar esse volume: no último balanço do Dia de Atendimento, 61% das pessoas atendidas relataram se expor ao sol sem proteção.
A boa notícia é que a maioria dos casos tem altíssima chance de sucesso quando diagnosticada cedo. E o diagnóstico precoce depende de uma coisa simples: alguém olhar a pele com atenção.
Aqui entra uma limitação prática que quase ninguém considera. Metade dos cânceres de pele aparece em áreas que a pessoa não vê — costas, couro cabeludo, orelhas, atrás da perna. Não dá para fazer autoexame olhando só o espelho da frente.
Vale procurar avaliação quando um sinal muda de tamanho, cor, formato ou borda; quando coça, sangra ou não cicatriza; ou quando surge uma lesão nova depois dos 40. E vale como rotina, não só como exceção — especialmente se você tem pele clara, histórico familiar ou muita exposição solar acumulada.
Na Clínica NS, o mapeamento é feito com dermatoscopia, com registro para comparar a evolução de um ano para o outro. É um cuidado de saúde, não de estética.
Cada pele é única. A indicação depende de avaliação individual em consulta.
Conteúdo informativo. Não substitui avaliação médica.